Nova plataforma recém-lançada pela UNESCO amplia conexões para engajamento, colaboração e qualificação profissional em comunidade de mídia e informação.
E vamos para mais uma semana! Boa segunda-feira, pessoal!
Por José Brito, jornalista e fundador da Pupa Educação Digital.
“À medida que o mundo navega por cenários de informação cada vez mais complexos e em evolução, a Aliança MIL atua como catalisadora crucial para a construção de sociedades mais informadas, resilientes e inclusivas.”
Adeline Hulin, Chefe da Unidade de Alfabetização Midiática, Informacional e Competências Digitais da UNESCO

Imagem gerada por IA com Gemini
Estive com Adeline Hulin no Encontro Internacional de Educação Midiática, que aconteceu no Rio de Janeiro em 2024. Na época eu estava em transição de carreira, ajustando a rota e buscando conexões com colegas de mercado, parceiros do campo e instituições comprometidas com a educação, tecnologia e impacto social. Não tive dúvidas, conversei com gente muito qualificada nesta jornada, como a querida Patrícia Blanco, presidente do Instituto Palavra Aberta, responsável pelo que talvez seja o mais amplo programa de educação midiática no Brasil, o Educamídia. Viajei para Finlândia com Alexandre Sayad, também consultor de Inteligência Artificial e Cultura Digital da UNESCO. Nos confins da Escandinávia encontrei colegas da DCN Global Net, e me conectei com outra rede de profissionais de comunicação digital comprometidos com a integralidade da informação, o letramento digital e midiático.
De volta ao Brasil, almocei com Natália Leal, nova presidente do Conselho da AJOR, Associação de Jornalismo Digital e também CEO da Agência LUPA, a primeira agência brasileira de Fact-Checking, idealizada por Cristina Tardáguila, ainda em 2016, nos tempos do “Preto no Branco”, seção do Jornal O Globo de confirmação de fatos em debates eleitorais. Entre um post e outro da Giselle Santos, TOP Voice do LinkedIn especialista em Inovação e Tecnologia Educacional, seguido de um cafezinho na prefeitura do Rio para um bate-papo com Gabriel Medina e toda turma da Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, vamos ampliando as redes, as comunidades, os espaços de diálogo, e é disso que estamos falando quando a Pupa Educação Digital passa a representar o Brasil em uma aliança com mais de 169 instituições parceiras de todo o planeta. Aliança criada em 2013, durante o Fórum Global para Parcerias em Alfabetização Midiática e Informacional, realizado em Abuja, Nigéria, e que, desde então, segue na busca por novas articulações que possam iluminar o ecossistema da informação com mais responsabilidade, mais acurácia e mais educação.
E nessa cultura de articulação em rede, uma coisa é certa: o cuidado com cada um é o cuidado com todos. Seguimos em frente. Conectados com a transformação em curso no ecossistema digital. Com o freio de arrumação na jornada tecnológica com os avanços no conhecimento sobre inteligência artificial. De ouvidos abertos, olhos atentos e mente sã para os novos debates com a geração Z e Alpha, nativos digitais, que já nasceram imersos nas tensões de um tabuleiro geopolítico e comportamental que tenta se equilibrar, a cada instante, numa cada vez mais fina camada de tecido social regado a esperança e resiliência.
Vamos juntos com este e outros destaques da semana!

Pupa integra aliança global de alfabetização midiática e informacional
Link: [Unesco Mil Alliance]
#2 OpenAI planeja lançar seu próprio navegador com IA embarcada e desafia mercado dominado pelo Google
Link: [Exame]

#3 YouTube irá atualizar monetização de vídeos feitos com IA e sem curadoria humana
Link: [Zero Hora]

#4 Conheça os 100 principais usos com IA segundo Harvard Business School
Link: [IP Closeup]

#5 UFMG coordena rede internacional de IA responsável e sustentável
Link: [UFMG]

DICA DE LEITURA »
Impossível não pensar nesta palavra nos dias de hoje. Democracia. Tão longe e tão perto. Li esta obra há uns dois anos, mas não me canso de buscar alguns de seus capítulos para preparar novas abordagens em aulas ou palestras. Ou até mesmo para trocar uma ideia na mesa do bar, na resenha com a família ou reuniões com gente que entende bem do assunto, como Merve Lapus, da Common Sense Education, Brittani Kollar, do Media Wise Project e a professora Renee Hobbs, da Rhode Island University. Passadas turbulentas eleições no Brasil e no mundo, sobretudo nos Estados Unidos, e nos vemos novamente em meio a um franco debate sobre as regras não escritas. Aquelas que corroem um Estado democrático de direito minuto a minuto. Aquelas que passam, por vezes, despercebidas da sociedade menos atenta aos singelos sinais de que a vaca pode estar indo para o brejo e se piscarmos os olhos, já era. Tudo de novo. Quando repórter de uma redação não muito distante da minha biografia, deixo aqui um dos mais representativos ditados que aprendi ao longo da carreira e que pode ser lembrado a qualquer hora, para o bem ou para o mal: “O preço da liberdade é a eterna vigilância.”
Sem mais, até!
» Como as democracias morrem
Autores: Steven Levitsky e Daniel Ziblatt
Editora: Zahar


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